
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Domingo, 13 de novembro 2011: 33º Domingo do Tempo Comum – Ano A

terça-feira, 8 de novembro de 2011
Preparemos os grupos para a Novena de Natal 2011

Está na hora de formarmos os grupos de familiares e vizinhos para preparar o Natal. Como fazemos todos os anos, usaremos o texto da Novena de Natal 2011 da arquidiocese, publicada pela Comissão de Publicações do Vicariato para a Pastoral. Este ano, o tema é inspirado no Evangelho de Lucas: "E o seu Reino não terá fim" (Lc1,33). Será uma oportunidade de preparação para as comunidades de fé, grupos, movimentos, pastorais e famílias crescerem na compreensão da própria condição de filhos e filhas de Deus, à imagem do Verbo que se fez carne. É início do Mistério da Páscoa - tempo de renovação.
A publicação, de 70 páginas, traz hinos, cânticos e duas formas de rezar o Advento e o Natal do Senhor: são nove encontros bíblicos, à maneira de Leitura Orante da Palavra de Deus e o Ofício Divino, em comunhão com a Igreja no Brasil e no Mundo, que se prepara para receber o Cristo em permanente estado de vigília, com Salmos e Cânticos Bíblicos.
O subsídio também traz uma singela celebração do Natal em família para ser rezada na noite de Natal - um roteiro simples, que exprime o espírito cristão do que se celebra, criando mais afinidade e comunhão na família, conforme informações do site da arquidiocese de BH
A Novena de Natal 2011 pode ser comprada na Secretaria Paroquial.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O que é mesmo Pequena Via?
A expressão Pequena Via ou Pequeno Caminho aparece apenas duas vezes nos escritos de Teresinha. Essas citações aludem à descoberta feita pela santa em junho de 1897, quando afirma ter encontrado “um caminhozinho reto e curto, um pequeno caminho totalmente novo”, oposto à “rude escada da perfeição”, a qual ela admite não conseguir subir por sua “pequenez” e “imperfeições”. Considera-se inapta a escalar degraus tão árduos, referindo-se às duras penitências e sacrifícios impostos às Carmelitas à época. Este caminho todo novo irá conduzi-la à montanha da santidade e consiste em deixar-se carregar, como se fosse um “elevador”, pelos braços de Jesus. O dinamismo deste pequeno caminho brota da confiança na misericórdia divina, no amor salvador e santificante de Deus, ao qual Teresa se oferecerá como vítima no dia 9 de junho de 1895.
Essa descoberta do pequeno caminho foi precedida e preparada por uma longa busca da santidade e pela experiência de sua própria impotência. Desde que Teresa, aos nove anos, se dispõe a ser “uma grande santa”, vislumbra que esse ideal se realizará por um caminho “escondido”, no qual “os feitos heroicos”, como os de Joana d´Arc, são seriam necessários. Este modo de ver a orienta para a vida oculta do Carmelo. No Carmelo, Teresa se esforça por subir generosamente “a montanha do amor”, dispondo-se a conquistar a palma do martírio, conquistar a santidade pelo fio da espada, querendo amar a Jesus como ele jamais fora amado..
Porém, ao constatar a própria fraqueza, em 1893 Teresa se abandona cada vez mais à silenciosa ação santificadora do Senhor. Assim, a partir do verão de 1893, Teresa avança em seu pequeno caminho (que se torna sinônimo de “caminho da infância espiritual”, expressão criada por Madre Inês de Jesus e que Teresa jamais utilizou, mesmo que lhe agradasse muito a imagem bíblica do Menino). Caminha por esta via escura sem saber como Jesus fará para transformar seus esforços em crescimento na santidade.
A clareza virá graças à descoberta do pequeno caminho, no outono de 1894. Aceitando humildemente sua própria pequenez, Teresa se sentirá convidada pelo Senhor, exatamente por ser pequena. A partir desse momento ousará confiar e entregar-se incondicionalmente nos braços de Deus, braços do Verbo Encarnado, que a levarão e cumularão de graça, amor e santidade, “como uma mãe acaricia seu filho” Ela se dá conta de que deverá se fazer cada vez menor, cada vez mais entregue ao amor materno de Deus.
Quando em 1895 a jovem carmelita escreve sua vida, desde as primeiras linhas relerá toda sua existência à luz deslumbrante da “Misericórdia”, à qual se oferece como vítima no dia 9 de junho de 1895. Este “Ato de Oferecimento” é a definitiva consequência e a experiência orante do pequeno caminho, recentemente descoberto. Os primeiros parágrafos desta oração de “oferecimento” expressam claramente as linhas de força de sua concepção do pequeno caminho:
1) Desejo da santidade;
2) Experiência da própria impotência;
3) Abandono à ação de Deus. Ele mesmo será sua santidade;
4) Fé e convicção da legitimidade de seus imensos desejos à luz do amor salvífico de Jesus, “já que me amastes tanto – diz ao Pai – a ponto de dar-me como salvador e meu esposo vosso Filho único”.
Sobre esse pedestal de fé no Amor Misericordioso de Deus, e de outro lado, a humilde aceitação dos próprios limites, Teresa constrói a ponte da confiança, pela qual Deus vem buscá-la para levá-la às margens da santidade.
Em setembro de 1896, no Manuscrito B, carta magna do pequeno caminho, aí chamado de “pequena doutrina”, Teresa explica com mais detalhes sua ideia de “confiança” e de “abandono”, sua “loucura” por contar com a ação do “Verbo Divino”, que se lança de mil modos ao nosso encontro, pois veio exatamente chamar os pecadores.
O manuscrito B, testemunho de um crescimento espiritual que em Teresa jamais cessa, situa o pequeno caminho em seus contexto eclesial (ele é o meio pelo qual realizará a vocação de ser o amor “no coração da Igreja”), e define sua universalidade, à qual Teresa convida “todas as almas pequenas”. Já se esboça o programa das “pequenas coisas”, os “nadas”, cujo valor provirá do “toque” da mão do Senhor.
Na direção espiritual às suas noviças e a seus irmãos missionários, especialmente Maurice Bellière, Teresa refere-se a seu pequeno caminho nos detalhes da vida. Concretiza-o em outras imagens e o descreve com definições simples e amplas. Quando fala de sua missão após a morte, no centro de seu ensinamento situa o pequeno caminho, modo de “fazer amar ao bom Deus como eu o amor”.
C.D.M.
Fonte: Santa Teresa de Lisieux, Diccionario, Ed. Monte Carmelo, Burgos, PP. 88-91. Tradução livre: adrf
Como "matar" sua paróquia e seu pároco
2. Ao comparecer a qualquer atividade, dedique-se em encontrar falhas nos líderes. Veja se o Padre ou os dirigentes estão fazendo as coisas corretas. Se encontrar falhas fale, espalhe para os outros. Critique de verdade. Agora, quanto às coisas boas que fazem ou dizem, não comente nada, não elogie, fique na sua, em absoluto silêncio.
3. Nunca aceite missão, compromisso ou incumbência alguma; lembre-se que é mais fácil criticar do que realizar.
4. Se o Pároco, o Conselho Paroquial, ou qualquer outra liderança pedir sua opinião sobre importante assunto, responda que não tem nada a dizer e depois espalhe como deveriam ser as coisas, em sua "opinião".
5. Não faça mais que o absolutamente necessário, nunca se coloque à disposição para nada, espere ser convidado para que você tenha prestígio diante dos outros; porém, quando o Padre e seus auxiliares estiverem trabalhando com boa vontade e interesse para que tudo corra bem, afirme que sua Igreja está sendo dirigida e dominada por um grupinho.
6. Se você for convidado para qualquer cargo, simplesmente seja esperto(a) e recuse. Alegue que você não tem tempo e depois critique com a seguinte afirmação “por que não fazem tal coisa assim?”
7. Quando você tiver qualquer problema de relacionamento com o Pároco, ou qualquer líder, procure vingar-se fazendo acusações mentirosas e divulgando "erros" por eles cometidos. Não será difícil pois eles, como todas as pessoas humanas, estão cheios de falhas.
8. E quando ouvir alguma fofoca, corra a espalhá-la, mesmo, que você saiba que a fonte não é confiável ou ainda, que você saiba, que o correto é ouvir os dois lados.
9. Sugira, insista e cobre a realização de cursos, palestras, encontros, reuniões, mas, quando forem realizados, não se inscreva nem compareça. Depois critique dizendo que não é feito.
10.Após tudo isso, quando sua Igreja não tiver mais reuniões, websites, encontros, trabalhos de evangelização etc., estufe seu peito e diga: "Eu não disse que isso ia acontecer?”
11.E quando seu Pároco, desanimado com a falta de participação da comunidade, com as fofocas, ciúmes e intrigas, pedir transferência para outra comunidade, diga: "Como padre fulano era bom"!
(Este texto circula pela internet e pode ser útil a todas as comunidades).
sábado, 5 de novembro de 2011
Palavra de Santa Teresinha: Santidade

Um dia, julgando-se muito crescida para brincar com boneca, Leônia veio procurar-nos a nós duas com uma cesta cheia de vestidos e de lindos retalhos para fazer outros; por cima estava colocada sua boneca. - "Tomai lá, minhas irmãzinhas, diz-nos ela, escolhei, dou-vos tudo isto". Celina estendeu a mão e tomou um pacotinho de fivelas que lhe agradava. Após um instante de reflexão, estendi a mão por minha vez e declarei: - "Escolho tudo!" e apoderei-me da cesta sem outra formalidade. As testemunhas da cena acharam o caso muito justo, a própria Celina nem pensou em reclamar. (Aliás; brinquedos não lhe faltavam, seu padrinho cumulava-a de presentes e Luísa descobria meios de arrumar-lhe tudo quanto desejasse).
Este pequeno episódio de minha infância é o apanhado de toda a minha vida. Mais tarde, quando se me tornou evidente o que era perfeição, compreendi que para se tornar santa era preciso sofrer muito, ir sempre atrás do mais perfeito e esquecer-se a si mesmo. Compreendi que na perfeição havia muitos graus e que cada alma era livre no responder às solicitações de Nosso Senhor, no fazer muito ou pouco por Ele, numa palavra, no escolher entre os sacrifícios que exige. Então, como nos dias de minha primeira infância, exclamei: "Meu Deus, escolho tudo". Não quero ser santa pela metade. Não me faz medo sofrer por vós, a única cousa que me dá receio é a de ficar com minha vontade. Tomai-a vós, pois "escolho tudo" o que vós quiserdes!. . . " (Manuscrito "A")
HOMILIA – SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS
6 de novembro de 2011-11-05
QUEM SÃO OS BEM-AVENTURADOS?
INTRODUÇÃO
1. Dizemos na recitação do Símbolo Apostólico que cremos "na comunhão dos santos", e isso certamente significa que a Igreja peregrina, nós cristãos de hoje, que estamos imersos nos problemas do nosso tempo no mundo contemporâneo, contamos com o imenso patrimônio espiritual da Igreja que já está diante de Deus, a "Jerusalém celeste", como está dito nas Escrituras.
Mas para isso precisamos saber aproveitar o exemplo daqueles que nos deixaram tão precioso legado, fazendo como eles fizeram em suas palavras e ações, em suas vidas de oração e de coragem no agir e no lutar, tendo sempre em vista o amor e a fé, a paz e a justiça, pois foi isso o que fizeram todos os santos e santas de todos os tempos e lugares.
A festa de Todos os Santos tem uma longa história, como quase tudo em nossa Igreja, e surgiu da consagração do Panteão romano (construído pelo general Agripa e dedicado às divindades do paganismo) como templo cristão em 610, e para o qual foram levadas as relíquias dos mártires das catacumbas romanas; a festa foi fixada no primeiro dia de novembro no ano 835 sob o pontificado de Gregório IV.
2. As leituras de hoje são uma preciosa indicação daquilo que a Igreja entende por santidade, vejamos:
No evangelho (Mt 5,1-12a), as bem-aventuranças prometem a felicidade aos pobres e deserdados da terra, (ani em hebraico é literalmente aflito = pobre) , que no entanto, souberam pôr sua confiança no Senhor, em espírito e nas escolhas, nas atitudes assumidas durante a vida: a paz, a justiça, a misericórdia, a pureza de coração, até sofrer a perseguição, a injúria e a mentira "por causa de mim", diz Jesus:
"Alegrai-vos e exultai porque será grande a vossa recompensa nos céus".
Há aqui uma forte lição para os fariseus e saduceus, bem como para a mentalidade materialista daqueles que associam as coisas da fé com uma espécie de meio "divino" de obter os bens terrenos.
Na 1ª. leitura a multidão vestida de branco, que aparece diante do trono e do Cordeiro, trás nas mãos a palma, símbolo do martírio, e se diz que "vieram da grande tribulação" enfrentaram todas as dificuldades, contradições e violências que costumam atingir aqueles que decidem fazer o bem, o que é justo e correto aos olhos de Deus, sem se iludirem com as pompas deste mundo incerto e passageiro.
A 2ª. leitura, no entanto, afirma que "desde já somos filhos de Deus", é agora que escolhemos viver como cristãos (= santos), embora as recompensas ainda não possam ser visíveis, pois pertencem ao momento em que for instaurado o reino de Deus.
3. A figura dos santos é, antes de tudo, um modelo de vida cristã, como uma catequese viva, sobretudo para o povo simples que, no passado, não tinha acesso às Escrituras; eles ouviam as leituras geralmente em latim, o sermão do pregador na língua vernácula e viam nas imagens dos santos o Evangelho concretizado, praticado e vivido. Veio daí o apego do povo aos santos.
É nesse sentido que o Prefácio de Todos os Santos diz, dirigindo-se a Deus: "Contemplamos, alegres, na vossa luz, tantos membros da Igreja, que nos dais como exemplo e intercessão". Esses membros da Igreja, dos quais restaram apenas "martirológios", relatos bastante lendários, episódios heroicos, etc, foram pessoas de carne e osso como nós, tiveram que enfrentar os problemas de seu tempo: injustiças, iniquidades, abusos, erros morais e doutrinais ... ("Santidade em abstrato não existe" K. Rahner), assim como estamos sendo catequizados hoje a enfrentar os problemas do nosso tempo como discípulos de Jesus. Não é nada fácil!
É um bom momento para nos questionar: como estamos encarando os desafios de ser cristãos no mundo atual? Assumimos algum risco? O que esperamos dos santos é "proteção", como se eles fossem amuletos da sorte? Mas isso é pura superstição! Nós devemos buscar uma fé esclarecida, madura e operante, como foi ensinada por Jesus Cristo, o Santo de Deus.
Fonte: Sugestões para a Liturgia Dominical – Comissão de Publicações do Vicariato Episcopal para a Pastoral da Arquidiocese de Belo Horizonte.
Oração: Pai, move-me pelo Espírito a trilhar o caminho da santidade, colocando minha vida em tuas mãos e buscando viver as bem-aventuranças proclamadas por teu Filho Jesus.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Palavra de Santa Teresinha

Jesus sou pequena demais para fazer grandes coisas... e minha loucura pessoal é esperar que teu amor me aceite como vítima... Minha loucura consiste em suplicar às Águias, minhas irmãs, que consigam para mim o favor de voar para o Sol do Amor com as próprias asas da Águia divina...
Enquanto quiseres, ó meu Bem-amado, teu passarinho ficará sem forças e sem asas, com os olhos sempre fixos em Ti. Quer ser fascinado pelo teu olhar divino, quer tornar-se a presa do teu Amor... Um dia, espero, Águia adorada, virás buscar teu passarinho e, subindo com ele ao Lar do Amor, mergulharás para sempre no ardente Abismo desse Amor a quem se ofereceu como vítima... (Manuscrito B)